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IA: Como utilizar bons prompts e não ficar a remar sem sentido?

IA: Como utilizar bons prompts e não ficar a remar sem sentido?

Com o uso crescente da inteligência artificial e a consciência da utilidade que estas ferramentas podem trazer ao dia a dia, tornou-se quase automático consultar o que a IA tem a dizer sobre um determinado tema. No entanto, como utilizar esta tecnologia de forma realmente proveitosa? Como obter respostas que correspondam de facto ao que procuras quando recorres a uma aplicação de IA? A resposta está nos prompts e, sobretudo, na forma como são estruturados.

Os prompts são as instruções que o utilizador fornece à IA para indicar o que quer, como quer e em que contexto. Em termos simples, são a forma como comunicas o teu pedido à inteligência artificial. Quanto mais claro e detalhado for o prompt, menos genérica tende a ser a resposta.

Perguntas vagas e pouco específicas resultam, regra geral, em respostas superficiais e pouco úteis na prática. Por outro lado, prompts mais detalhados, com um objetivo claro e um contexto bem definido, tendem a gerar respostas de maior qualidade e muito mais alinhadas com a tua intenção inicial.

Como detalhar um prompt

Para formular um bom prompt, começa por responder a algumas perguntas simples:

  • O que queres?

  • Para quem é?

  • Com que objetivo?

  • Em que formato esperas a resposta?

Vejamos um exemplo simples.

Prompt genérico:

“Crie um post sobre produtividade.”

 

Prompt detalhado:

“Crie um post curto sobre produtividade para profissionais que trabalham em regime de teletrabalho, com dicas práticas e linguagem informal.”

Ajuste contínuo e refinamento

Nem sempre o melhor resultado surge à primeira tentativa. O ideal é manter a interação, encarar o uso da IA como uma conversa e ir refinando o pedido. Ajustar, acrescentar contexto e dar feedback permite que a IA chegue mais perto do que realmente precisas e, muitas vezes, ajuda-te até a gerar novos insights para explorar além da ideia inicial.

Usar papéis e profissões

Um recurso frequentemente utilizado, que pode melhorar a qualidade das respostas, é pedir à IA que assuma um determinado papel ou profissão. Frases como “imagina que és um arquiteto com 20 anos de experiência” não fazem com que a IA se torne especialista, mas ajudam a definir o enquadramento da resposta.

Ao atribuir um papel, estás a indicar à IA que tipo de conhecimento privilegiar, qual o nível de profundidade esperado e que abordagem adotar. Isto tende a resultar em respostas mais práticas, focadas e alinhadas com a realidade da área em questão, especialmente quando procuras orientação, análise ou tomada de decisão. Ainda assim, este recurso funciona melhor quando é acompanhado de um objetivo claro e de contexto suficiente. O papel, por si só, não substitui um bom prompt, apenas o complementa.

SEM FÓRMULAS MÁGICAS

Em última análise, utilizar bem a inteligência artificial não depende de truques nem de fórmulas mágicas, mas da capacidade de comunicar com clareza. A IA responde em função daquilo que lhe é pedido e quanto melhor for o prompt, mais útil será a resposta. Encarar o uso destas ferramentas como um processo de ajuste contínuo, baseado em melhorias sucessivas, permite deixar de remar sem sentido e passar a navegar com direção. A inteligência artificial não substitui o pensamento humano, mas pode ampliá-lo significativamente quando sabemos fazer as perguntas certas.

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